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Vida de Músico

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Por Antonio Pedro Fortuna O Rock’n’Roll do Elvis Presley, Bill Haley e Celly Campello se misturava com a música negra americana, notadamente o R&B e o Soul, entre as minhas preferências musicais. Esse som dançante embalava os bailes e as pistas de dança que eu gostava de frequentar na minha adolescência. Minha irmã ganhou um violão e logo aprendi os primeiros acordes e comecei a dedilhar. Aí surgiram os Beatles e foi aquela revolução. Todos queriam uma guitarra, um baixo ou uma bateria. A primeira que ganhei, para desespero dos vizinhos, foi uma Giannini Ritmo 2. Comprei um amplificador Ipame usado e montei a minha primeira banda com amigos. Tocamos em algumas festinhas com duas guitarras e uma bateria incompleta. Na época, ninguém tinha um baixo e eu me interessei pelo instrumento. Conseguia tirar de ouvido as linhas do Paul McCartney e fui me entusiasmando. Até que arrumei um baixo emprestado e comecei a tocar numa banda que já se apresentava nas dominguei...

Duchamp destruiu a arte

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Todo mundo gosta de ver exposições sobre o impressionismo, ou cubismo, surrealismo. Mas e a arte do nosso tempo? Alguém gosta, ou entende alguma coisa? Não, voce não é ignorante por não apreciar essa arte, muito menos deixa de ser inteligente.  O que aconteceu é que em um certo momento da história, um homem conhecido como Duchamp, colocou um urinol em um museu como protesto contra a forma de arte até então instaurada, e criou o conceito de que qualquer objeto colocado dentro de um museu poderia ser chamado de arte, com o objetivo de desmitificar a beleza plástica das obras. Essa atitude distorceu os limites das artes plásticas e vulgarizou uma arte nobre, até então feita por poucos que demostravam um talento fora do comum. Desde então, arte conceitual de Duchamp foi explorada além da conta, afinal era um idéia pra fazer as pessoas pensarem sobre o futuro da arte, o que originou justamente movimentos contestadores e originais como a pop art e o surrealismo, mas não ...

Mais uma da máquina do tempo: E se os Beatles Tivessem Gravado Asa Branca ?

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O que a sanfona tem a ver com o rock n' roll? Aparentemente nada, mas na verdade, tudo! Pelo menos para Carlos Imperial e Luiz Gonzaga... Texto de Luiz Domingues: Na década de sessenta, não havia artista mais famoso no mundo do que os Beatles. O quarteto de Liverpool era referência máxima no Rock e ultrapassava seus limites, sendo mito da música mundial.   A partir de 1966, dando uma guinada histórica na carreira, abriram-se à todo tipo de experimentalismo em sua música, deixando o estilo simples da primeira fase da carreira, e passando a dar arranjos suntuosos para as suas músicas.   Não só pela grandiosidade, mas pela loucura explícita de incluir instrumentos étnicos, os mais inusitados.   Nesse aspecto, quem trouxe a sonoridade indiana para o som dos Beatles, foi o guitarrista George Harrison.   Profundamente impressionado com a cultura indiana, tratou de estudar cítara com o mestre Ravi Shankar e claro, com o peso de sua fama, tornou o mestre ...

"Renegados"

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Do que se trata o rock and roll? Se trata de você estar de saco cheio, não aguentar a mesmice de ser tachado e limitado... Você nasce com a rebeldia do Rock and Roll, você não a compra e nem a conquista. Todos que até hoje em dia fazem desse estilo algo autêntico, tem a rebeldia dentro de si, o censo crítico sobre a sociedade hipócrita que fica querendo te modular do jeito deles, e é contra justamente isso que o rock and roll vai, somos transgressores, bandidos, roqueiros... E isso você não encontra em uma prateleira no supermercado, a coragem que se precisa para se tocar esse estilo, porque viver essa vida é algo muito além do que qualquer um possa entender, por isso, você não se torna um roqueiro, nasce um!. Digo isso inspirado pela história de Buddy Holly, cara autêntico e decidido no que queria, "evolucionou" em sua época, não deixou que limitassem sua maneira de pensar e conseguiu chegar onde chegou, Enfim. Posso citar uma enorme lista de verdadeiros "rockers...

Máquina do tempo - Sábado Som

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A nossa   Máquina do tempo volta hoje a época em que ainda existiam figuras pensantes e revolucionárias na TV brasileira; porque o comandante da nossa nave, Luiz Domingues, vai nos levar ao tempo do programa de TV Sábado Som. Deixo vocês com uma prévia do texto, uma frase inspiradora e super tropicalista: "Assim éramos nos anos setenta, sem preconceitos, sem tribos fechadas em nichos...tudo era divino e maravilhoso, sem divisões". Atenção aos detalhes, e boa viagem! ;) ... Foi num sábado de abril de 1974, que um fenômeno inimaginável ocorreu na TV brasileira, no horário das 16:00h.   Mudando a sua programação habitual, a Rede Globo colocou no ar um programa chamado "Sábado Som", produzido e apresentado pelo jornalista Nelson Motta, com o objetivo de exibir o melhor do Rock internacional, daquele momento.     De queixo caído, Rockers; Freaks e Hippies tupiniquins não acostumados à esse tipo de tratamento cultural inclusivo, comemoraram a oportuni...

“Fazer Rock Progressivo hoje é difícil em qualquer lugar do mundo”.

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Hoje repasso aqui uma matéria super interessante sobre o Terço e a cena de rock progressivo brasileiro, muito legal e informativa para quem curte o estilo! Boa leitura! Peace! Sérgio Hinds tem o seu nome marcado na história da música brasileira, mais precisamente no rock progressivo tupiniquim. O guitarrista é um dos fundadores da banda O Terço que  possui inúmeros hits nos anos 70 e 80, como, por exemplo, ‘Criaturas da Noite’, ‘1974’, ‘Hey Amigo’, ‘O Vôo da Fênix’, entre tantas outras. 40 anos após o lançamento do primeiro trabalho da banda, a gravadora Discobertas está relançando esta obra prima do rock com uma com uma compilação intitulada ‘Tributo ao Sorriso’, composta de faixas lançadas somente em obscuros compactos, entre 1970 e 1971. “Pra mim só é motivo de orgulho ver nosso trabalho reconhecido e colocado à disposição no mercado para os fãs e para as pessoas que procuram conhecer toda discografia do Terço”, afirma Sérgio Hinds. 1. O Terço junto com os Mutantes aind...

Gonzaga de pai para filho

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Vendo esse filme pensei o seguinte: É muito fácil fazer um filme sobre duas pessoas que já morreram e não podem se defender. Será mesmo que se os dois, pai e filho, depois de terem se reconciliado, gostariam de ver essa história tão íntima e delicada, exposta nas telas de cinema de todo Brasil? O filme é baseado em uma conversa gravada, mais especificamente em uma entrevista de Gonzaguinha com Gonzagão, no auge da fama de Gonzaguinha e decadência financeira de Gonzagão. As partes mais lindas e emocionantes do filme são as que contam a trajetória artística de Luiz Gonzaga, o responsável por trazer a música nordestina as grandes cidades. O Gonzaguinha, no caso, só entra na história como o filho rancoroso e magoado com o pai, o que me faz questionar: Será que o Gonzaguinha tem uma importância artística digna de estrelar um filme? Certamente não na mesma proporção que o pai, cuja trajetória é revolucionária. Essa escolha me fez refletir sobre o objetivo desse filme. Não...